Pesquisa IP Sensus: Orleans Brandão amplia vantagem e alcança 43% na disputa pelo Governo do Maranhão

Registrada no TSE, sob o número MA-02163/2026, a pesquisa do IP Sensus ouviu 1.000 eleitores entre os dias 5 e 10 de setembro, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A pesquisa IP Sensus aponta liderança do candidato Orleans Brandão (MDB), com 43% das intenções de voto na disputa pelo Governo do Maranhão. O segundo colocado, Eduardo Braide (PSD), aparece com 36,1%. A comparação com pesquisas anteriores mostra crescimento de Orleans Brandão, que passou de 41% para 42,3% e agora soma 43%, acumulando crescimento de 2 pontos percentuais.

Já Braide segue diminuindo, com percentuais de 37,8%, 36,4% e 36,1%, uma redução de 1,7 ponto no período. De acordo com o IP Sensus, a diferença entre os dois saiu de 3,2 pontos percentuais na primeira pesquisa para 5,9 pontos na segunda e alcançou 6,9 pontos nesta última pesquisa.

No levantamento, o candidato Felipe Camarão (PT) aparece com 7,0%, e Roberto Rocha (PRTB), com 3,9% além deles, André Luís (Missão) registra 1,3%; Saulo Arcangeli (PSTU), 0,8%; Reginaldo Lima (PCB), 0,6%; e Dimas Cassimiro (PCO), 0,1%. O percentual de brancos e nulos é de 3,2%, e 4% não souberam ou não responderam.

Além do Diploma: O Verdadeiro Debate Sobre Capacidade e Competência

A legislação brasileira exige comprovações rigorosas de capacidade técnica para profissões regulamentadas (como Direito, Medicina ou Engenharia), mas impõe somente critérios de elegibilidade política (nacionalidade, idade mínima, alistamento eleitoral e pleno gozo dos direitos políticos) para cargos eletivos.

​A busca pela eficiência no setor público e no mercado profissional reacendeu um debate central no Brasil: o que valida o exercício de uma atividade, o diploma ou a prática comprovada? Enquanto setores técnicos exigem exames de ordem e conselhos de classe, a política — e historicamente outras áreas — opera sob a lógica da representatividade popular e da experiência prática.

A Experiência Prática como Formação Técnica

​No ambiente político e no mercado de trabalho, a vivência prática acumulada ao longo de décadas frequentemente molda lideranças e técnicos de alto desempenho sem que estes tenham percorrido o modelo acadêmico tradicional.

​O caso mais emblemático na história recente do Brasil é o do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Operário metalúrgico com formação técnica básica pelo SENAI, Lula construiu sua capacidade de negociação, articulação política e gestão pública nas bases sindicais e no exercício diário da liderança comunitária. Sua trajetória culminou na chegada ao cargo mais alto da República e em uma das trajetórias políticas mais expressivas do país, comprovando que o conhecimento pragmático e a liderança de campo constituem uma modalidade própria de qualificação.

​Esse fenômeno não se restringe à política. No jornalismo, na comunicação, nas artes e na tecnologia, milhares de profissionais consolidaram carreiras por meio da prática contínua, da apuração diária e do domínio empírico de suas funções.

O Debate sobre o Diploma e o Posicionamento no STF

​A discussão sobre os limites da exigência acadêmica ganhou novos contornos no Supremo Tribunal Federal. O ministro Flávio Dino defendeu recentemente a reavaliação da decisão de 2009 do STF (que derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo). Dino argumentou que o jornalismo exige rigor técnico, ética e responsabilidade, comparando a necessidade de qualificação formal à de outras profissões essenciais para resguardar a sociedade contra a desinformação.

​A proposta reacende o contraste entre dois modelos de formação no Brasil:

Modelo de Ensino Científico-Acadêmico: Baseado na validação institucional por meio de universidades, diretrizes do Ministério da Educação e exames de proficiência (como a Ordem dos Advogados do Brasil ou residências médicas). Defende que a teoria e a metodologia protegem a sociedade contra o exercício irresponsável de atividades de alto impacto.

Modelo Pragmático-Empírico: Baseado no aprendizado autônomo, na prática profissional continuada e na validação pelo mercado ou pelo voto. Defende que a exigência formal excessiva pode criar barreiras de entrada elitistas e afastar talentos práticos e vocacionais.

Opinião do Blogue

A Desvalorização da Imprensa e os Critérios Essenciais de Representatividade

​A decisão histórica que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalista representou um lamentável retrocesso, ao desclassificar e apequenar a relevância de uma categoria indispensável para a manutenção da democracia e para a fiscalização do próprio poder público. Tratar o jornalismo como uma atividade sem necessidade de preparo ou valorização profissional é ignorar o papel crucial da informação checada na construção de uma sociedade livre.

​Contudo, ao analisar a gestão pública, a fixação na exigência ou não de um diploma específico reduz um debate que deveria ser muito mais amplo e profundo.

​A discussão central para a sociedade brasileira não deve ser pautada pela simples presença de um certificado de graduação, mas por critérios de avaliação mais rigorosos e modernos sobre a capacidade executiva, a integridade ética e a eficiência dos agentes públicos. Um diploma universitário não garante postura republicana nem competência administrativa, da mesma forma que a sua ausência não impede a emergência de grandes gestores e articuladores sociais.

Para Você Refletir

​Considerando que a sociedade brasileira já testemunhou a desvalorização de classes indispensáveis como a dos jornalistas, e que o diploma acadêmico isoladamente não assegura uma gestão pública eficiente:

Meritocracia pautada por resultados concretos ou a exigência de formação acadêmica formal: o que deve prevalecer na hora de definir quem está realmente preparado para liderar o futuro do Brasil?

O video abaixo foi publicado pelo empresario Claiton Luiz, titular da empresa Legacy Executória. Um Alerta aos eleitores brasileiros sobre a necessidade de votar em candidatos preparados.

https://www.instagram.com/reel/DdKU-S4ByD8/?stkn=ZmNha2N0bDY0bHU=

Eleições no Maranhão: A posição de Roberto Rocha e a tendência da direita num eventual segundo turno

 

Tendência de alta e atração de indecisos: Análise vetorial projeta Roberto Rocha como o divisor de águas nas equações do 2º turno maranhense

O periodo eleitoral no Maranhão ganha contornos complexos à medida que as articulações políticas e os levantamentos de intenção de voto se intensificam. No centro das atenções do eleitorado conservador, o ex-senador Roberto Rocha aposta no afunilamento da disputa em um eventual segundo turno para fortalecer a pauta de direita no estado.

​Apesar dos números ainda tímidos nas pesquisas, Rocha traz para o debate sua bagagem política e oratória afiada em relação aos opositores mais jovens. No entanto, sua trajetória é cercada por questionamentos do Ministério Público Eleitoral, que enxerga sua postulação como um voo independente e marcado por irregularidades registradas na Justiça Eleitoral — obstáculo que põe em dúvida o seu direito de disputar o Palácio dos Leões.

O bolsonarismo e os nomes da direita nas pesquisas

​Durante seu mandato no Senado, Roberto Rocha destacou-se pela defesa do alinhamento com Jair Bolsonaro. Hoje, ele encabeça a lista de candidatos do campo conservador no Maranhão.

Disputa ao Governo: Roberto Rocha aparece com pontuação oscilando entre 3% a 5% das intenções de voto (segundo levantamentos recentes de institutos como Quaest e Real Time Big Data).

Disputa ao Senado: Nomes ligados à direita, como Lahesio Bonfim, apresentam bom desempenho e aparecem em empate técnico nas primeiras posições para as duas vagas ao Senado, pontuando na faixa dos 10%. Outros quadros do setor, como Simplício Araújo e Cidônio Gonçalves, correm por fora na busca pelo espaço conservador.

Câmara dos Deputados: Candidaturas à Câmara Federal como Dr. Yglésio, Mical Damasceno, Allan Garcês e Aluísio Mendes movimentam as bases bolsonaristas no interior e na capital, buscando garantir bancada representativa.

Polarização borrada: alianças pragmáticas no Maranhão

​As movimentações de bastidores revelam que uma eventual segunda etapa do pleito não será decidida estritamente por polarização ideológica nacional. As duas principais forças do estado misturam correntes da esquerda e da direita:

Eduardo Braide (PSD): Lidera as pesquisas de intenção de voto com 44% a 45%. Embora posicionado no espectro de centro-direita e filiado ao partido de Gilberto Kassab, Braide construiu uma rede de apoios que abrange deputados e lideranças de esquerda no estado, a exemplo de Othelino Neto (presidente estadual do PSB) e Rubens Júnior (deputado federal e vice-líder do governo PT na Câmara).

Orleans Brandão (MDB): Ocupa o segundo lugar nas pesquisas, registrando entre 25% e 32%. Nome do grupo do governador Carlos Brandão, traz o MDB (base de sustentação nacional do PT) e defende o alinhamento com o presidente Lula — muito embora a direção nacional do PT mantenha a indicação oficial do vice-governador Felipe Camarão na disputa majoritária.

A opinião do blog

O estilo conciliador e a força política de Carlos Brandão

​Ao analisar o panorama atual, fica claro que a disputa maranhense vai além dos rótulos ideológicos. Entre os dois blocos hegemonicos que lideram os levantamentos, o grupo comandado pelo governador Carlos Brandão se destaca pelo perfil historicamente conciliador, estadista e habilidoso na construção de grandes frentes.

​Brandão transita com naturalidade entre diferentes vertentes políticas — do centro à esquerda, dialogando inclusive com quadros moderados da direita. Essa capacidade de aglutinação e diálogo institucional confere ao atual chefe do Executivo estadual uma musculatura política diferenciada, demonstrando que a governabilidade no Maranhão continua a favorecer lideranças capazes de somar forças em vez de alimentar divisões radicais.

Tendência Política: Alianças e Embates num Eventual Segundo Turno

​A movimentação das peças no tabuleiro maranhense projeta um segundo turno de arranjos pragmáticos. Diante das questões jurídicas e numéricas que cercam a candidatura de Roberto Rocha, a tendência é que o ex-senador atue mais como um fator determinante de negociação do que como um postulante com chances reais de ir para o afunilamento final.

A atual posição de Roberto Rocha e o passe da direita no 2º turno

Registrando entre 3% e 5% nas intenções de voto, Roberto Rocha dificilmente figurará entre os dois finalistas até os ultimos dias que antecedem a eleição, mas se posiciona fortemente como único representante da direita a disputar o governo do Maranhão o que o credencia a se beneficiar com os constantes conflitos entre poderes em Brasilia.

Alinhamento provável com Eduardo Braide: Caso fique fora da disputa final, a tendência natural de Roberto Rocha e de parcelas do eleitorado de direita é migrar para o projeto de Eduardo Braide (PSD). Embora Braide dialogue com a esquerda, sua origem de centro-direita e sua posição de oposição ao grupo palaciano tornam a aproximação mais fluida do que um apoio ao grupo do governador Carlos Brandão.

Eduardo Braide x Grupo Brandão: O duelo decisivo

O confronto direto: As pesquisas indicam que a decisão ficará entre Eduardo Braide e o grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (representado pela candidatura de Orleans Brandão).

A disputa pelo centro e independências: Em um segundo turno, o apelo ideológico estrito tende a perder espaço para a capacidade de articulação local.

Braide buscará capturar o voto anti-incumbência e os orfãos da direita (incluindo o eleitorado de Rocha e Lahesio), ao mesmo tempo em que preserva suas pontes com deputados de esquerda da capital e do interior.

Carlos Brandão, no entanto, jogará com o peso da maquina estadual e seu estilo característico de grande conciliação política.

O fator Carlos Brandão na reta final

Abertura para diálogo: Pelo perfil de construtor de pontes, Carlos Brandão não fechará portas para conversas com nenhum setor, incluindo quadros conservadores e de oposição que ficarem fora do segundo turno.

Consolidação de força: A musculatura política do governador, somada à ampla base de prefeitos no interior, tende a ser o principal contraponto à força eleitoral de Eduardo Braide no eleitorado urbano.

Síntese da dinâmica: Roberto Rocha tende a ser um cabo eleitoral disputado no segundo turno. Já o embate pelo Palácio dos Leões colocará à prova a capacidade de atração do candidato de oposição versus a máquina de aglutinação política operada pelo governador Carlos Brandão.

Governador Carlos Brandão acompanha vistoria e obras da Litorânea alcançam 85% de conclusão

Representantes do Governo Federal e Estadual estiveram no local de execução da intervenção que liga São Luís a São José de Ribamar

O governador Carlos Brandão e o ministro das Cidades, Vladimir Lima, vistoriaram, as obras de prolongamento da Avenida Litorânea, intervenção que cria um novo corredor viário entre o Olho d’Água, em São Luís, e o Araçagi, no município de São José de Ribamar. Com 85% de avanço, a obra está em fase avançada de execução e integra as ações financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O estágio da intervenção também é acompanhado para a liberação dos recursos destinados à continuidade dos serviços.

Com investimento atualizado de R$ 257,5 milhões, o prolongamento contempla mais de 5 quilômetros de nova avenida, com seis faixas de rolamento, sendo três em cada sentido, além de duas faixas exclusivas para o transporte público. O projeto inclui ainda ciclovia em toda a extensão, mais de 10 km de calçadas, estacionamento, drenagem, esgotamento sanitário, iluminação pública, acessos às praias e obras de contenção e proteção costeira.

Durante a vistoria, o governador Carlos Brandão frisou os reflexos da intervenção para a mobilidade da Grande Ilha, relembrando o trabalho para viabilizar o projeto.

“Nosso governo foi visionário quando pensou nesta obra. Não foi fácil. Foram dois anos de luta para que a gente pudesse elaborar o projeto e aprovar junto aos órgãos de controle e ao Governo Federal. Quero agradecer ao presidente Lula, porque vai ser uma obra que vai revolucionar toda Grande Ilha, um anel viário que vai interligar com a Avenida Metropolitana. Até o final de setembro, ela estará pronta, ligando São Luís a São José de Ribamar”, afirmou.

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, avaliou positivamente o ritmo de execução da intervenção, enaltecendo a parceria entre o Governo Federal e o Governo do Maranhão na área de mobilidade urbana. “É uma obra que tem performance de execução muito boa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É mobilidade urbana. Ministério das Cidades em parceria com o Governo melhorando São Luís e o estado do Maranhão”, declarou.

Entre os serviços em andamento estão a implantação do calçadão, ciclovia, iluminação, paisagismo e a estrutura da nova via, além da ponte sobre o Rio Jaguarema.

A ponte tem aproximadamente 60 metros de extensão e é considerada fundamental para garantir a continuidade da Avenida Litorânea em direção ao Araçagi. A infraestrutura e a mesoestrutura já foram concluídas, enquanto os trabalhos atuais estão concentrados na superestrutura, com lançamento de vigas e pré-lajes e concretagem do tabuleiro do primeiro vão.

A obra está dividida em três principais frentes de trabalho. No trecho do Olho d’Água, com 1,2 km, são executados serviços de drenagem superficial, esgotamento sanitário, rampas de acesso à praia, iluminação pública e a nova Praça de Iemanjá.

Na Praia do Meio, em 1,5 km, estão em andamento os serviços de drenagem, terraplenagem, reforço de solo, iluminação, rampas de acesso e execução de sub-base. Já no Araçagi, em trecho de mais de 2 km, os trabalhos incluem passeio e ciclovia, pavimentação asfáltica, rampas de acesso à praia, esgotamento sanitário e iluminação pública.

Além de ampliar as alternativas de deslocamento entre São Luís e São José de Ribamar, o prolongamento da Avenida Litorânea também associa mobilidade, desenvolvimento urbano, turismo e valorização da orla.

Governo Brandão tem Três Motivos para Comemorar: As “Patas” dos Leões, Resultados das Pesquisas e o Empréstimo Bilionário

Folhapress

Brandão ou Lula, quem será o campeão de votos no Maranhão este ano?

O cenário político maranhense entra na reta final antes do pleito que definirá o próximo governador e as bancadas estadual e federal com um claro favoritismo do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão. Três fatos recentes deram combustível e motivos de sobra para a base governista celebrar:

Pesquisa INOP (Reg. MA-07572/2026): Aponta empate técnico na liderança entre o candidato governista Orleans Brandão (42,08%) e Eduardo Braide (42,54%) no cenário estimulado. Na espontânea, o equilíbrio se mantém (31,12% contra 31,35%), mostrando consolidação total no eleitorado.

Pesquisa IPSensus (Reg. MA-05404/2026): Traz Orleans Brandão isolado na liderança com 42,3% das intenções de voto, abrindo quase 6 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o que consolida a curva de crescimento da base governista.

Aprovação do Empréstimo de R$ 1,3 Bilhão: A liberação da operação de crédito junto ao Banco do Brasil injeta recursos fundamentais nos cofres públicos, garantindo a continuidade de obras infraestruturais e investimentos maciços no estado a poucos meses da votação.

​A Gestão como o Grande Agente Influenciador

​Mais do que alianças partidárias ou discursos ideológicos, o verdadeiro motor da sucessão estadual no Maranhão tem sido a capacidade de entregas do Poder Executivo.

​Com o crédito de R$ 1,3 bilhão liberado, o Governo do Estado fortalece sua presença nos municípios, viabiliza convênios estratégicos e assegura apoio em massa de prefeitos, deputados estaduais e federais. No xadrez local, a caneta do Palácio dos Leões e a aprovação administrativa provam ser o maior diferencial competitivo na formação de maiorias.

O “Time de Ouro” do Palácio dos Leões

​Além de Orleans Brandão (Assuntos Municipalistas) no topo do projeto político governista, a estratégia do governador Carlos Brandão apoia-se em uma nominata pesada para as disputas proporcionais. A força política do grupo se consolida com secretários de ponta e gestores de grande destaque que deixaram seus cargos para disputar vagas estratégicas no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa:

Vinicius Ferro (Planejamento e Orçamento – SEPLAN): Apontado pelos bastidores políticos como um dos francos favoritos na disputa para a Câmara dos Deputados. Comandante do planejamento e da execução orçamentária do Estado, articulou diretamente com prefeitos e bancadas a destinação de investimentos em todo o Maranhão, tornando-se uma das candidaturas federais mais fortes e estratégicas do grupo.

Tiago Fernandes (Saúde – SES): Comandou uma das pastas de maior visibilidade e orçamento do Estado, consolidando forte trânsito político com prefeitos e lideranças regionais do setor de saúde, o que o projeta como um dos nomes competitivos para o Legislativo.

Paulo Casé Fernandes (Desenvolvimento Social – SEDES): Gestor à frente dos programas socioassistenciais e de combate à fome, acumulou forte penetração nas bases comunitárias do interior, tornando-se nome forte para o pleito proporcional.

Cricielle Muniz (IEMA): Representante do fortalecimento das políticas públicas e da presença feminina no grupo, chega à disputa eleitoral respaldada pelo trabalho técnico e de articulação política no Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão.

Outros Nomes de Peso: A lista de quadros competitivos do governo conta ainda com figuras de destaque como Sebastião Madeira (Casa Civil), Abigail Cunha (Mulher) e Yuri Arruda (Cultura), formando uma seleção de candidatos preparados para converter a aprovação da gestão Brandão em mandatos nas urnas.

Opinião do Blog

O Peso Real do Governo Estadual vs. O Padrinho Nacional

​Historicamente, tenta-se transferir a força da política nacional para o eleitorado maranhense. No entanto, a análise do histórico recente mostra que a força da máquina estadual e a dinâmica local pesam muito mais do que a imagem de padrinhos de Brasília — inclusive a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

​Apesar de sua popularidade incontestável no estado, a “benção de Lula” nunca foi garantia automática de vitória no Maranhão quando esteve em desacordo com a força política local:

Aliança com Roseana Sarney contra Jackson Lago (2006): Apesar do forte empenho da máquina governista e do apoio formal do presidente Lula, Roseana Sarney foi derrotada por Jackson Lago no segundo turno daquele ano. Lago conquistou 51,82% dos votos válidos contra 48,18% de Roseana, quebrando temporariamente a hegemonia da oligarquia no estado.

O Apoio a Edinho Lobão (2014): Naquela eleição, Lula veio ao Maranhão e hipotecou apoio irrestrito a Edinho Lobão contra Flávio Dino. Mesmo com a imagem do presidente estampada nos palanques peemedebistas, o sentimento de mudança local e a articulação das oposições estaduais atropelaram o apelo federal: Flávio Dino venceu ainda no primeiro turno.

O Cenário Atual: A história se repete ao demonstrar que o eleitor do Maranhão sabe separar a eleição nacional da estadual. O apoio presidencial é um ativo simbólico, mas o fator decisivo para eleger governadores e grandes bancadas no estado continua sendo o poder de articulação, a presença municipalista e a força administrativa exercida pelo Governo do Estado.

​Com caixa cheio, aprovação em alta e números de pesquisas que atestam a competitividade do seu grupo, Carlos Brandão chega à reta final demonstrando que a gestão do Estado continua sendo o maior cabo eleitoral do Maranhão.

ELEIÇÕES2026: INOP Divulga pesquisa com empate técnico entre Braide e Orleans em todos os cenários

A Pesquisa INOP, divulgada nesta segunda-feira (31) e encomendada pelo Jornal Pequeno, aponta empate técnico em todos os cenários. No campo espontâneo, aparecem Eduardo Braide, com 31,35%, e Orleans Brandão, somando 31,12%. A diferença é quase inexistente entre os dois. Depois, estão Felipe Camarão (3,42%), Roberto Rocha (1,81%), André Luis (0,08%). Além disso, 32,23% afirmaram que não sabem ou não quiseram opinar.

No campo estimulado, aparecem Eduardo Braide, com 42,54%, e Orleans Brandão, somando 42,08%. Depois, estão Felipe Camarão (5,42%), Roberto Rocha (3,88%), André Luis (0,15%), Reginaldo Lima (0,08%) e Dimas Cassimiro (0,04%). Um total de 0,50% afirmou que anulará o voto e de 5,31% disse não saber ou não opinou.

O levantamento também registrou outro empate técnico ao ouvir os eleitores sobre quem, independente de sua preferência, vencerá ae eleições de outubro. Nessa questão, aparecem Eduardo Braide, com 43,23%, e Orleans Brandão, com 41,35%. Foram citados, ainda Felipe Camarão (3,15%), Roberto Rocha (2,42%), André Luis (0,12%), Saulo Arcangeli (0,08%), Reginaldo Lima (0,08%) e Dimas Cassimiro (0,08%).

A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo ΜΑ-07572/2026, ouviu 2.660 eleitores em todas as regiões do Maranhão no período de 17 a 26 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3,02%, com nível de confiança de 95%.