Pesquisa IP Sensus: Orleans Brandão amplia vantagem e alcança 43% na disputa pelo Governo do Maranhão

Registrada no TSE, sob o número MA-02163/2026, a pesquisa do IP Sensus ouviu 1.000 eleitores entre os dias 5 e 10 de setembro, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A pesquisa IP Sensus aponta liderança do candidato Orleans Brandão (MDB), com 43% das intenções de voto na disputa pelo Governo do Maranhão. O segundo colocado, Eduardo Braide (PSD), aparece com 36,1%. A comparação com pesquisas anteriores mostra crescimento de Orleans Brandão, que passou de 41% para 42,3% e agora soma 43%, acumulando crescimento de 2 pontos percentuais.

Já Braide segue diminuindo, com percentuais de 37,8%, 36,4% e 36,1%, uma redução de 1,7 ponto no período. De acordo com o IP Sensus, a diferença entre os dois saiu de 3,2 pontos percentuais na primeira pesquisa para 5,9 pontos na segunda e alcançou 6,9 pontos nesta última pesquisa.

No levantamento, o candidato Felipe Camarão (PT) aparece com 7,0%, e Roberto Rocha (PRTB), com 3,9% além deles, André Luís (Missão) registra 1,3%; Saulo Arcangeli (PSTU), 0,8%; Reginaldo Lima (PCB), 0,6%; e Dimas Cassimiro (PCO), 0,1%. O percentual de brancos e nulos é de 3,2%, e 4% não souberam ou não responderam.

Além do Diploma: O Verdadeiro Debate Sobre Capacidade e Competência

A legislação brasileira exige comprovações rigorosas de capacidade técnica para profissões regulamentadas (como Direito, Medicina ou Engenharia), mas impõe somente critérios de elegibilidade política (nacionalidade, idade mínima, alistamento eleitoral e pleno gozo dos direitos políticos) para cargos eletivos.

​A busca pela eficiência no setor público e no mercado profissional reacendeu um debate central no Brasil: o que valida o exercício de uma atividade, o diploma ou a prática comprovada? Enquanto setores técnicos exigem exames de ordem e conselhos de classe, a política — e historicamente outras áreas — opera sob a lógica da representatividade popular e da experiência prática.

A Experiência Prática como Formação Técnica

​No ambiente político e no mercado de trabalho, a vivência prática acumulada ao longo de décadas frequentemente molda lideranças e técnicos de alto desempenho sem que estes tenham percorrido o modelo acadêmico tradicional.

​O caso mais emblemático na história recente do Brasil é o do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Operário metalúrgico com formação técnica básica pelo SENAI, Lula construiu sua capacidade de negociação, articulação política e gestão pública nas bases sindicais e no exercício diário da liderança comunitária. Sua trajetória culminou na chegada ao cargo mais alto da República e em uma das trajetórias políticas mais expressivas do país, comprovando que o conhecimento pragmático e a liderança de campo constituem uma modalidade própria de qualificação.

​Esse fenômeno não se restringe à política. No jornalismo, na comunicação, nas artes e na tecnologia, milhares de profissionais consolidaram carreiras por meio da prática contínua, da apuração diária e do domínio empírico de suas funções.

O Debate sobre o Diploma e o Posicionamento no STF

​A discussão sobre os limites da exigência acadêmica ganhou novos contornos no Supremo Tribunal Federal. O ministro Flávio Dino defendeu recentemente a reavaliação da decisão de 2009 do STF (que derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo). Dino argumentou que o jornalismo exige rigor técnico, ética e responsabilidade, comparando a necessidade de qualificação formal à de outras profissões essenciais para resguardar a sociedade contra a desinformação.

​A proposta reacende o contraste entre dois modelos de formação no Brasil:

Modelo de Ensino Científico-Acadêmico: Baseado na validação institucional por meio de universidades, diretrizes do Ministério da Educação e exames de proficiência (como a Ordem dos Advogados do Brasil ou residências médicas). Defende que a teoria e a metodologia protegem a sociedade contra o exercício irresponsável de atividades de alto impacto.

Modelo Pragmático-Empírico: Baseado no aprendizado autônomo, na prática profissional continuada e na validação pelo mercado ou pelo voto. Defende que a exigência formal excessiva pode criar barreiras de entrada elitistas e afastar talentos práticos e vocacionais.

Opinião do Blogue

A Desvalorização da Imprensa e os Critérios Essenciais de Representatividade

​A decisão histórica que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalista representou um lamentável retrocesso, ao desclassificar e apequenar a relevância de uma categoria indispensável para a manutenção da democracia e para a fiscalização do próprio poder público. Tratar o jornalismo como uma atividade sem necessidade de preparo ou valorização profissional é ignorar o papel crucial da informação checada na construção de uma sociedade livre.

​Contudo, ao analisar a gestão pública, a fixação na exigência ou não de um diploma específico reduz um debate que deveria ser muito mais amplo e profundo.

​A discussão central para a sociedade brasileira não deve ser pautada pela simples presença de um certificado de graduação, mas por critérios de avaliação mais rigorosos e modernos sobre a capacidade executiva, a integridade ética e a eficiência dos agentes públicos. Um diploma universitário não garante postura republicana nem competência administrativa, da mesma forma que a sua ausência não impede a emergência de grandes gestores e articuladores sociais.

Para Você Refletir

​Considerando que a sociedade brasileira já testemunhou a desvalorização de classes indispensáveis como a dos jornalistas, e que o diploma acadêmico isoladamente não assegura uma gestão pública eficiente:

Meritocracia pautada por resultados concretos ou a exigência de formação acadêmica formal: o que deve prevalecer na hora de definir quem está realmente preparado para liderar o futuro do Brasil?

O video abaixo foi publicado pelo empresario Claiton Luiz, titular da empresa Legacy Executória. Um Alerta aos eleitores brasileiros sobre a necessidade de votar em candidatos preparados.

https://www.instagram.com/reel/DdKU-S4ByD8/?stkn=ZmNha2N0bDY0bHU=

Eleições no Maranhão: A posição de Roberto Rocha e a tendência da direita num eventual segundo turno

 

Tendência de alta e atração de indecisos: Análise vetorial projeta Roberto Rocha como o divisor de águas nas equações do 2º turno maranhense

O periodo eleitoral no Maranhão ganha contornos complexos à medida que as articulações políticas e os levantamentos de intenção de voto se intensificam. No centro das atenções do eleitorado conservador, o ex-senador Roberto Rocha aposta no afunilamento da disputa em um eventual segundo turno para fortalecer a pauta de direita no estado.

​Apesar dos números ainda tímidos nas pesquisas, Rocha traz para o debate sua bagagem política e oratória afiada em relação aos opositores mais jovens. No entanto, sua trajetória é cercada por questionamentos do Ministério Público Eleitoral, que enxerga sua postulação como um voo independente e marcado por irregularidades registradas na Justiça Eleitoral — obstáculo que põe em dúvida o seu direito de disputar o Palácio dos Leões.

O bolsonarismo e os nomes da direita nas pesquisas

​Durante seu mandato no Senado, Roberto Rocha destacou-se pela defesa do alinhamento com Jair Bolsonaro. Hoje, ele encabeça a lista de candidatos do campo conservador no Maranhão.

Disputa ao Governo: Roberto Rocha aparece com pontuação oscilando entre 3% a 5% das intenções de voto (segundo levantamentos recentes de institutos como Quaest e Real Time Big Data).

Disputa ao Senado: Nomes ligados à direita, como Lahesio Bonfim, apresentam bom desempenho e aparecem em empate técnico nas primeiras posições para as duas vagas ao Senado, pontuando na faixa dos 10%. Outros quadros do setor, como Simplício Araújo e Cidônio Gonçalves, correm por fora na busca pelo espaço conservador.

Câmara dos Deputados: Candidaturas à Câmara Federal como Dr. Yglésio, Mical Damasceno, Allan Garcês e Aluísio Mendes movimentam as bases bolsonaristas no interior e na capital, buscando garantir bancada representativa.

Polarização borrada: alianças pragmáticas no Maranhão

​As movimentações de bastidores revelam que uma eventual segunda etapa do pleito não será decidida estritamente por polarização ideológica nacional. As duas principais forças do estado misturam correntes da esquerda e da direita:

Eduardo Braide (PSD): Lidera as pesquisas de intenção de voto com 44% a 45%. Embora posicionado no espectro de centro-direita e filiado ao partido de Gilberto Kassab, Braide construiu uma rede de apoios que abrange deputados e lideranças de esquerda no estado, a exemplo de Othelino Neto (presidente estadual do PSB) e Rubens Júnior (deputado federal e vice-líder do governo PT na Câmara).

Orleans Brandão (MDB): Ocupa o segundo lugar nas pesquisas, registrando entre 25% e 32%. Nome do grupo do governador Carlos Brandão, traz o MDB (base de sustentação nacional do PT) e defende o alinhamento com o presidente Lula — muito embora a direção nacional do PT mantenha a indicação oficial do vice-governador Felipe Camarão na disputa majoritária.

A opinião do blog

O estilo conciliador e a força política de Carlos Brandão

​Ao analisar o panorama atual, fica claro que a disputa maranhense vai além dos rótulos ideológicos. Entre os dois blocos hegemonicos que lideram os levantamentos, o grupo comandado pelo governador Carlos Brandão se destaca pelo perfil historicamente conciliador, estadista e habilidoso na construção de grandes frentes.

​Brandão transita com naturalidade entre diferentes vertentes políticas — do centro à esquerda, dialogando inclusive com quadros moderados da direita. Essa capacidade de aglutinação e diálogo institucional confere ao atual chefe do Executivo estadual uma musculatura política diferenciada, demonstrando que a governabilidade no Maranhão continua a favorecer lideranças capazes de somar forças em vez de alimentar divisões radicais.

Tendência Política: Alianças e Embates num Eventual Segundo Turno

​A movimentação das peças no tabuleiro maranhense projeta um segundo turno de arranjos pragmáticos. Diante das questões jurídicas e numéricas que cercam a candidatura de Roberto Rocha, a tendência é que o ex-senador atue mais como um fator determinante de negociação do que como um postulante com chances reais de ir para o afunilamento final.

A atual posição de Roberto Rocha e o passe da direita no 2º turno

Registrando entre 3% e 5% nas intenções de voto, Roberto Rocha dificilmente figurará entre os dois finalistas até os ultimos dias que antecedem a eleição, mas se posiciona fortemente como único representante da direita a disputar o governo do Maranhão o que o credencia a se beneficiar com os constantes conflitos entre poderes em Brasilia.

Alinhamento provável com Eduardo Braide: Caso fique fora da disputa final, a tendência natural de Roberto Rocha e de parcelas do eleitorado de direita é migrar para o projeto de Eduardo Braide (PSD). Embora Braide dialogue com a esquerda, sua origem de centro-direita e sua posição de oposição ao grupo palaciano tornam a aproximação mais fluida do que um apoio ao grupo do governador Carlos Brandão.

Eduardo Braide x Grupo Brandão: O duelo decisivo

O confronto direto: As pesquisas indicam que a decisão ficará entre Eduardo Braide e o grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (representado pela candidatura de Orleans Brandão).

A disputa pelo centro e independências: Em um segundo turno, o apelo ideológico estrito tende a perder espaço para a capacidade de articulação local.

Braide buscará capturar o voto anti-incumbência e os orfãos da direita (incluindo o eleitorado de Rocha e Lahesio), ao mesmo tempo em que preserva suas pontes com deputados de esquerda da capital e do interior.

Carlos Brandão, no entanto, jogará com o peso da maquina estadual e seu estilo característico de grande conciliação política.

O fator Carlos Brandão na reta final

Abertura para diálogo: Pelo perfil de construtor de pontes, Carlos Brandão não fechará portas para conversas com nenhum setor, incluindo quadros conservadores e de oposição que ficarem fora do segundo turno.

Consolidação de força: A musculatura política do governador, somada à ampla base de prefeitos no interior, tende a ser o principal contraponto à força eleitoral de Eduardo Braide no eleitorado urbano.

Síntese da dinâmica: Roberto Rocha tende a ser um cabo eleitoral disputado no segundo turno. Já o embate pelo Palácio dos Leões colocará à prova a capacidade de atração do candidato de oposição versus a máquina de aglutinação política operada pelo governador Carlos Brandão.

Governador Carlos Brandão acompanha vistoria e obras da Litorânea alcançam 85% de conclusão

Representantes do Governo Federal e Estadual estiveram no local de execução da intervenção que liga São Luís a São José de Ribamar

O governador Carlos Brandão e o ministro das Cidades, Vladimir Lima, vistoriaram, as obras de prolongamento da Avenida Litorânea, intervenção que cria um novo corredor viário entre o Olho d’Água, em São Luís, e o Araçagi, no município de São José de Ribamar. Com 85% de avanço, a obra está em fase avançada de execução e integra as ações financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O estágio da intervenção também é acompanhado para a liberação dos recursos destinados à continuidade dos serviços.

Com investimento atualizado de R$ 257,5 milhões, o prolongamento contempla mais de 5 quilômetros de nova avenida, com seis faixas de rolamento, sendo três em cada sentido, além de duas faixas exclusivas para o transporte público. O projeto inclui ainda ciclovia em toda a extensão, mais de 10 km de calçadas, estacionamento, drenagem, esgotamento sanitário, iluminação pública, acessos às praias e obras de contenção e proteção costeira.

Durante a vistoria, o governador Carlos Brandão frisou os reflexos da intervenção para a mobilidade da Grande Ilha, relembrando o trabalho para viabilizar o projeto.

“Nosso governo foi visionário quando pensou nesta obra. Não foi fácil. Foram dois anos de luta para que a gente pudesse elaborar o projeto e aprovar junto aos órgãos de controle e ao Governo Federal. Quero agradecer ao presidente Lula, porque vai ser uma obra que vai revolucionar toda Grande Ilha, um anel viário que vai interligar com a Avenida Metropolitana. Até o final de setembro, ela estará pronta, ligando São Luís a São José de Ribamar”, afirmou.

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, avaliou positivamente o ritmo de execução da intervenção, enaltecendo a parceria entre o Governo Federal e o Governo do Maranhão na área de mobilidade urbana. “É uma obra que tem performance de execução muito boa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É mobilidade urbana. Ministério das Cidades em parceria com o Governo melhorando São Luís e o estado do Maranhão”, declarou.

Entre os serviços em andamento estão a implantação do calçadão, ciclovia, iluminação, paisagismo e a estrutura da nova via, além da ponte sobre o Rio Jaguarema.

A ponte tem aproximadamente 60 metros de extensão e é considerada fundamental para garantir a continuidade da Avenida Litorânea em direção ao Araçagi. A infraestrutura e a mesoestrutura já foram concluídas, enquanto os trabalhos atuais estão concentrados na superestrutura, com lançamento de vigas e pré-lajes e concretagem do tabuleiro do primeiro vão.

A obra está dividida em três principais frentes de trabalho. No trecho do Olho d’Água, com 1,2 km, são executados serviços de drenagem superficial, esgotamento sanitário, rampas de acesso à praia, iluminação pública e a nova Praça de Iemanjá.

Na Praia do Meio, em 1,5 km, estão em andamento os serviços de drenagem, terraplenagem, reforço de solo, iluminação, rampas de acesso e execução de sub-base. Já no Araçagi, em trecho de mais de 2 km, os trabalhos incluem passeio e ciclovia, pavimentação asfáltica, rampas de acesso à praia, esgotamento sanitário e iluminação pública.

Além de ampliar as alternativas de deslocamento entre São Luís e São José de Ribamar, o prolongamento da Avenida Litorânea também associa mobilidade, desenvolvimento urbano, turismo e valorização da orla.

Governo Brandão tem Três Motivos para Comemorar: As “Patas” dos Leões, Resultados das Pesquisas e o Empréstimo Bilionário

Folhapress

Brandão ou Lula, quem será o campeão de votos no Maranhão este ano?

O cenário político maranhense entra na reta final antes do pleito que definirá o próximo governador e as bancadas estadual e federal com um claro favoritismo do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão. Três fatos recentes deram combustível e motivos de sobra para a base governista celebrar:

Pesquisa INOP (Reg. MA-07572/2026): Aponta empate técnico na liderança entre o candidato governista Orleans Brandão (42,08%) e Eduardo Braide (42,54%) no cenário estimulado. Na espontânea, o equilíbrio se mantém (31,12% contra 31,35%), mostrando consolidação total no eleitorado.

Pesquisa IPSensus (Reg. MA-05404/2026): Traz Orleans Brandão isolado na liderança com 42,3% das intenções de voto, abrindo quase 6 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o que consolida a curva de crescimento da base governista.

Aprovação do Empréstimo de R$ 1,3 Bilhão: A liberação da operação de crédito junto ao Banco do Brasil injeta recursos fundamentais nos cofres públicos, garantindo a continuidade de obras infraestruturais e investimentos maciços no estado a poucos meses da votação.

​A Gestão como o Grande Agente Influenciador

​Mais do que alianças partidárias ou discursos ideológicos, o verdadeiro motor da sucessão estadual no Maranhão tem sido a capacidade de entregas do Poder Executivo.

​Com o crédito de R$ 1,3 bilhão liberado, o Governo do Estado fortalece sua presença nos municípios, viabiliza convênios estratégicos e assegura apoio em massa de prefeitos, deputados estaduais e federais. No xadrez local, a caneta do Palácio dos Leões e a aprovação administrativa provam ser o maior diferencial competitivo na formação de maiorias.

O “Time de Ouro” do Palácio dos Leões

​Além de Orleans Brandão (Assuntos Municipalistas) no topo do projeto político governista, a estratégia do governador Carlos Brandão apoia-se em uma nominata pesada para as disputas proporcionais. A força política do grupo se consolida com secretários de ponta e gestores de grande destaque que deixaram seus cargos para disputar vagas estratégicas no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa:

Vinicius Ferro (Planejamento e Orçamento – SEPLAN): Apontado pelos bastidores políticos como um dos francos favoritos na disputa para a Câmara dos Deputados. Comandante do planejamento e da execução orçamentária do Estado, articulou diretamente com prefeitos e bancadas a destinação de investimentos em todo o Maranhão, tornando-se uma das candidaturas federais mais fortes e estratégicas do grupo.

Tiago Fernandes (Saúde – SES): Comandou uma das pastas de maior visibilidade e orçamento do Estado, consolidando forte trânsito político com prefeitos e lideranças regionais do setor de saúde, o que o projeta como um dos nomes competitivos para o Legislativo.

Paulo Casé Fernandes (Desenvolvimento Social – SEDES): Gestor à frente dos programas socioassistenciais e de combate à fome, acumulou forte penetração nas bases comunitárias do interior, tornando-se nome forte para o pleito proporcional.

Cricielle Muniz (IEMA): Representante do fortalecimento das políticas públicas e da presença feminina no grupo, chega à disputa eleitoral respaldada pelo trabalho técnico e de articulação política no Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão.

Outros Nomes de Peso: A lista de quadros competitivos do governo conta ainda com figuras de destaque como Sebastião Madeira (Casa Civil), Abigail Cunha (Mulher) e Yuri Arruda (Cultura), formando uma seleção de candidatos preparados para converter a aprovação da gestão Brandão em mandatos nas urnas.

Opinião do Blog

O Peso Real do Governo Estadual vs. O Padrinho Nacional

​Historicamente, tenta-se transferir a força da política nacional para o eleitorado maranhense. No entanto, a análise do histórico recente mostra que a força da máquina estadual e a dinâmica local pesam muito mais do que a imagem de padrinhos de Brasília — inclusive a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

​Apesar de sua popularidade incontestável no estado, a “benção de Lula” nunca foi garantia automática de vitória no Maranhão quando esteve em desacordo com a força política local:

Aliança com Roseana Sarney contra Jackson Lago (2006): Apesar do forte empenho da máquina governista e do apoio formal do presidente Lula, Roseana Sarney foi derrotada por Jackson Lago no segundo turno daquele ano. Lago conquistou 51,82% dos votos válidos contra 48,18% de Roseana, quebrando temporariamente a hegemonia da oligarquia no estado.

O Apoio a Edinho Lobão (2014): Naquela eleição, Lula veio ao Maranhão e hipotecou apoio irrestrito a Edinho Lobão contra Flávio Dino. Mesmo com a imagem do presidente estampada nos palanques peemedebistas, o sentimento de mudança local e a articulação das oposições estaduais atropelaram o apelo federal: Flávio Dino venceu ainda no primeiro turno.

O Cenário Atual: A história se repete ao demonstrar que o eleitor do Maranhão sabe separar a eleição nacional da estadual. O apoio presidencial é um ativo simbólico, mas o fator decisivo para eleger governadores e grandes bancadas no estado continua sendo o poder de articulação, a presença municipalista e a força administrativa exercida pelo Governo do Estado.

​Com caixa cheio, aprovação em alta e números de pesquisas que atestam a competitividade do seu grupo, Carlos Brandão chega à reta final demonstrando que a gestão do Estado continua sendo o maior cabo eleitoral do Maranhão.

ELEIÇÕES2026: INOP Divulga pesquisa com empate técnico entre Braide e Orleans em todos os cenários

A Pesquisa INOP, divulgada nesta segunda-feira (31) e encomendada pelo Jornal Pequeno, aponta empate técnico em todos os cenários. No campo espontâneo, aparecem Eduardo Braide, com 31,35%, e Orleans Brandão, somando 31,12%. A diferença é quase inexistente entre os dois. Depois, estão Felipe Camarão (3,42%), Roberto Rocha (1,81%), André Luis (0,08%). Além disso, 32,23% afirmaram que não sabem ou não quiseram opinar.

No campo estimulado, aparecem Eduardo Braide, com 42,54%, e Orleans Brandão, somando 42,08%. Depois, estão Felipe Camarão (5,42%), Roberto Rocha (3,88%), André Luis (0,15%), Reginaldo Lima (0,08%) e Dimas Cassimiro (0,04%). Um total de 0,50% afirmou que anulará o voto e de 5,31% disse não saber ou não opinou.

O levantamento também registrou outro empate técnico ao ouvir os eleitores sobre quem, independente de sua preferência, vencerá ae eleições de outubro. Nessa questão, aparecem Eduardo Braide, com 43,23%, e Orleans Brandão, com 41,35%. Foram citados, ainda Felipe Camarão (3,15%), Roberto Rocha (2,42%), André Luis (0,12%), Saulo Arcangeli (0,08%), Reginaldo Lima (0,08%) e Dimas Cassimiro (0,08%).

A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo ΜΑ-07572/2026, ouviu 2.660 eleitores em todas as regiões do Maranhão no período de 17 a 26 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3,02%, com nível de confiança de 95%.

Pernas do Poder: Hildo Rocha critica projeto dos Leões para garantir eleição

“Estou concorrendo com o dono das chaves dos cofres do Estado que é o sobrinho do governador”

A recente declaração do deputado federal Hildo Rocha (MDB) durante agenda de campanha expôs nuances delicadas e fissuras veladas na base política que se articula em torno do Palácio dos Leões. Ex-secretário executivo do Ministério das Cidades — pasta diretamente responsável pela execução de expressiva fatia do programa Minha Casa, Minha Vida no Maranhão —, o parlamentar citou o que pode ser interpretado como as “pernas do poder”: uma estrutura montada pelo governo estadual direcionada ao acúmulo de capital político focado na viabilização eleitoral de Orleans Brandão ao governo.

​Hildo Rocha alegou que seu silêncio público inicial decorre de sua postura institucional de “homem de partido”, optando por não desfraldar abertamente a bandeira da contestação diante do que enxerga como uma disputa desleal.

Movimento de Oposição ou Estratégia de Defesa?

​A manifestação coloca em xeque a posição do parlamentar na busca por sua reeleição. A fala do deputado soa como um desabafo de quem sente o peso do uso da máquina em favor da consolidação de novas lideranças e projetos majoritários, relegando ao segundo plano aliados tradicionais.

​Apesar de acender a luz amarela, o episódio não aponta, necessariamente, para uma ruptura formal imediata com o grupo governista. Hildo Rocha movimenta-se no limite do estresse político: demarca seu espaço, expõe o incômodo com o favoritismo dado ao “Projeto Orleans” e manda um recado claro ao centro do poder governamental, sem contudo romper as amarras partidárias. É o típico sinal de alerta de quem exige espaço e tratamento equitativo no pleito.

Análise do Blog

Fidelidade Histórica ao Groupo Sarney e o Xadrez do Senado

​Na avaliação deste blogue, a postura cautelosa de Hildo Rocha precisa ser lida sob o prisma de sua trajetória política. O deputado é, notoriamente, um aliado de primeira hora do grupo Sarney — berço de sua formação e pilar de sua sustentação eleitoral ao longo de décadas.

​Essa identidade histórica ganha contornos ainda mais complexos ao observar os movimentos de montagem de chapa do Palácio dos Leões. O grupo do governador Carlos Brandão já tornou pública a preferência para as vagas ao Senado Federal, tendo anunciado apoio às candidaturas do senador Weverton Rocha e do deputado federal Pedro Lucas em grande ato político, o que estreitou ainda mais o espaço para acomodação de outras pretensões da base alinhada.

A Metodologia Brandão: Inchaço Político e os Desafios de Gestão

​O cenário reflete a própria metodologia adotada pela gestão de Carlos Brandão. Ao tentar abraçar o maior número possível de partidos, lideranças regionais e correntes ideológicas distintas em uma megacoligação, o governo estadual atinge um grau de inchaço político de difícil harmonização.

​Essa obsessão pelo consenso amplo e pelo controle de quase 100% da política maranhense traz efeitos colaterais visíveis:

Comprometimento da Gestão Pública: A necessidade contínua de lotear espaços e satisfazer apetites eleitorais divergentes fragmenta a eficiência das políticas públicas estaduais.

Descaracterização da Postura de Estadista: Ao focar excessivamente na engenharia político-eleitoral de sucessão e na contenção de danos entre aliados pré-candidatos, a liderança do Executivo reduz seu papel de estadista — perfil que exige priorizar o planejamento estratégico de longo prazo e o bem-estar coletivo acima dos acordos de bastidor.

​A crítica de Hildo Rocha ao funcionamento das “pernas do poder” não é um fato isolado, mas sim o sintoma natural de um modelo político que, ao tentar aglutinar a todos, começa a ver suas próprias costuras cederem sob a pressão da disputa eleitoral.

Veja o video:

Influência Geopolítica e Paradiplomacia: A Presença Chinesa no Cenário Eleitoral e Político Brasileiro

Nova elite política tem um norte previamente definido

Conforme as disputas eleitorais se aproximam, o debate sobre o papel das potências globais nos bastidores da política nacional ganha destaque. Entre narrativas ideológicas e interesses pragmáticos, as relações mantidas entre lideranças brasileiras — em nível federal e em estados estratégicos como o Maranhão — e o Partido Comunista Chinês (PCCh) demandam uma análise pautada em fatos, histórico institucional e regras jurídicas.

​Intercâmbio Partidário e Projetos na Era Bolsonaro

​Durante o período em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência da República — momento marcado por forte ruído diplomático oficial entre Brasília e Pequim —, o Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou sua paradiplomacia com o PCCh. As aproximações institucionais entre as legendas envolveram reuniões com diplomatas, visitas formais de delegações e seminários virtuais de cooperação.

​Entre os projetos e agendas debatidos e estudados naquele período, destacaram-se:

  • Estratégias de Combate à Pobreza e Desenvolvimento: Discussões sobre o modelo chinês de erradicação da extrema pobreza e planejamento urbano de longo prazo.
  • Consórcio Nordeste e Parcerias Regionais: Articulações paradiplomáticas via governos estaduais do Nordeste para viabilizar investimentos diretos em infraestrutura, energia limpa e saúde pública (como a compra de vacinas e insumos médicos durante a pandemia).
  • Troca de Experiências de Gestão e Formação Política: Debates sobre governança, inovação tecnológica, logística para exportação e modelos de desenvolvimento sustentável.

​Abertura Comercial de Lideranças Maranhenses

​Em paralelo às articulações partidárias formais, a relação de lideranças maranhenses com o mercado chinês sempre esteve voltada ao pragmatismo econômico e à atração de capital externo. Nomes de diferentes espectros partidários já integraram agendas com autoridades e empresas asiáticas:

  • Simplício Araújo: Quando secretário de Estado da Indústria e Comércio, liderou missões para atrair investimentos ao Porto do Itaqui e articulou a importação direta de insumos de saúde da China.
  • Juscelino Filho: Como ministro, manteve agendas institucionais ligadas à expansão de redes de telecomunicações e infraestrutura digital.
  • Weverton Rocha, André Fufuca, Cleber Verde, Rubens Pereira Júnior e Roberto Rocha: Participaram de comissões, viagens oficiais ou encontros formais para debater a pauta do agronegócio, logísticas de escoamento de grãos e acordos bilaterais de comércio.

​Parâmetros de Apoio e a Legislação Eleitoral

​No tocante ao impacto do apoio financeiro ou operacional no pleito, o sistema eleitoral brasileiro impõe regras rígidas:

  • Proibição Absoluta de Financiamento Estrangeiro: A legislação proíbe o repasse de recursos, bens ou serviços de origem estrangeira para candidatos ou partidos políticos.
  • Investimentos x Apoio Eleitoral: O interesse de entes asiáticos foca na garantia de contratos para infraestrutura e commodities junto a governos consolidados, sem interferência em campanhas.
  • Fiscalização Severa: Qualquer prestação de contas passa pelo crivo do Ministério Público Eleitoral e do Judiciário. Para acompanhar as regras oficiais de financiamento e transparência, consulte o portal do Tribunal Superior Eleitoral.

​O Perfil Alinhado aos Interesses Estratégicos do PCCh

​A análise da diplomacia de Pequim revela que a prioridade geopolítica chinesa independe da matriz ideológica dos governantes. O perfil buscado engloba:

  1. Estabilidade e Segurança Jurídica: Gestores que assegurem o cumprimento de contratos de longo prazo.
  2. Pragmatismo Comercial: Lideranças empenhadas na facilitação do escoamento de matérias-primas e na recepção de tecnologia e investimentos de infraestrutura.
  3. Receptividade Multilateral: Políticos abertos à integração de redes globais de suprimento.

​Os Reais Interesses na Eleição da Elite Política do Brasil

​O real interesse da China na composição da nova elite política brasileira reside na garantia de estabilidade nas cadeias de suprimento. O Brasil é o principal fornecedor de segurança alimentar (soja, milho, carnes) e um dos grandes parceiros de recursos energéticos e minerais para o mercado chinês.

​Dessa forma, o objetivo estratégico de Pequim ao acompanhar as definições políticas brasileiras não é a imposição ideológica, mas a previsibilidade institucional e a continuidade dos fluxos comerciais. A escolha dos representantes continuará sendo soberana dos eleitores brasileiros, cabendo à Justiça Eleitoral zelar pela transparência das disputas. Para conferir prazos, regras e prestações de contas oficiais, acesse o canal de transparência do TSE – Eleições.

​video:

Este vídeo aborda a assinatura formal do acordo de cooperação entre o PT e o PCCh, detalhando a aproximação institucional e de intercâmbio entre as duas legendas.

Opinião do Blogue

A Vantagem Competitiva da Proximidade

​Na avaliação deste blogue, os políticos que já construíram e mantêm canais de interlocução com a China — seja por intercâmbios partidários formais (como o PT) ou por negociações institucionais de infraestrutura e saúde pública — largam em posição privilegiada com a proximidade das eleições.

​No âmbito estadual e municipal, a capacidade de pontuar resultados práticos por meio dessa ponte diplomática ganha contornos de vitrine eleitoral. O governador Carlos Brandão, por exemplo, construiu uma sólida agenda de atração de capitais chineses para o Maranhão, participando diretamente de missões e tratativas para investimentos no Porto do Itaqui e no setor produtivo. Do mesmo modo, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, viveu um momento de aproximação pragmática durante o período crítico da pandemia, quando a gestão municipal dependia do fluxo de importação e distribuição da vacina CoronaVac (desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac) e de insumos de saúde oriundos da China para garantir a imunização da população da capital.

​A esse grupo juntam-se nomes que já atuaram em frentes estratégicas de diálogo com Pequim, como:

  • Simplício Araújo: Atuou ativamente na paradiplomacia do estado para importar equipamentos hospitalares chineses e atração de indústrias.
  • Juscelino Filho: Manteve pontes institucionais no setor de tecnologia e telecomunicações ligado a gigantes chinesas de infraestrutura digital.
  • Weverton Rocha, André Fufuca, Cleber Verde, Rubens Pereira Júnior e Roberto Rocha: Participaram de comissões parlamentares, delegações oficiais e agendas bilaterais focadas na expansão de mercados para o agronegócio e obras de escoamento logístico.

​Ter trânsito em Pequim, acesso a investidores ou histórico de resolução de crises via fornecedores chineses traduz-se em um ativo político expressivo. Lideranças que demonstram capacidade de destravar investimentos privados, viabilizar recursos para infraestrutura ou garantir insumos vitais para a população conseguem se apresentar ao eleitorado como gestores eficientes, pragmáticos e com alcance internacional. Em um cenário eleitoral em que entregas concretas e crescimento econômico são cobrados pelo eleitor, essa proximidade diplomática funciona como um demonstrativo de capacidade de gestão, colocando esses candidatos um passo à frente daqueles restritos ao debate político doméstico.

“Uma molecagem do Governo Federal com o Maranhão”, diz Neto Evangelista sobre caos na BR-135

Por: Bruno Coelho – Blog Marrapá

Enfim, um lider toma a coragem e expõe o drama de milhares de pessoas que precisam ir e vir à ilha de São Luis 

O deputado estadual Neto Evangelista (MDB) criticou duramente o Governo Federal nesta sexta-feira (28) diante dos congestionamentos na BR-135, principal acesso terrestre à Ilha de São Luís. O parlamentar afirmou ter passado quase três horas parado na região do Campo de Peris e classificou a situação como “uma molecagem” com os maranhenses.

“Hoje ninguém consegue mais marcar compromisso em São Luís tendo certeza do horário que vai chegar”, afirmou. Neto também chamou atenção para as ambulâncias presas no trânsito. “São vidas dentro dessas ambulâncias que estão chegando aqui na capital”, afirmou.

O deputado cobrou ainda do DNIT o início efetivo das intervenções. Segundo ele, o órgão anunciou uma contratação emergencial de quase R$ 177 milhões, mas ainda é necessário saber quando as obras começarão e quando a ponte será entregue. “Só o anúncio não acaba com esse engarrafamento todo. Papel não devolve o tempo perdido. O que resolve é máquina trabalhando, obra entregue”, declarou.

O deputado estadual encerrou alertando para o risco de todo o trânsito estar concentrado em uma única ponte no Estreito dos Mosquitos. “Que Deus permita que nenhuma tragédia aconteça nessa única ponte que está recebendo todo o trânsito da ilha. Nós, de São Luís e do Maranhão merecemos, no mínimo, respeito”, concluiu.

Blog Marrapá

Pesquisas Quaest e IPPI Atestam Liderança da Oposição. Entenda os Fatos que Viraram o Xadrez Político no Maranhão

Pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 20 e 23 de agosto com 900 pessoas. Imagem: G1/Mirante

No jogo que definirá os rumos do Maranhão o Marketing das pesquisas é só um detalhe do processo

A disputa pelo Palácio dos Leões ganhou contornos de forte tensão nas últimas semanas. Os levantamentos mais recentes das pesquisas Quaest e IPPI convergiram ao retratar um cenário em que a oposição, liderada pelo ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), abriu vantagem na corrida ao governo do estado. Do outro lado, o candidato apoiado pelo palácio, Orleans Brandão (MDB), enfrenta o desafio de reorganizar sua campanha em meio a um cenário conturbado por debates e escândalos judiciais.

Pesquisa IPPI entrevistou 1.500 pessoas

​Os Números das Pesquisas

​Os dados indicam a consolidação da vantagem oposicionista no primeiro turno:

Candidato

Pesquisa Quaest

Pesquisa IPPI

Eduardo Braide (PSD)

44%

Liderança isolada

Orleans Brandão (MDB)

25%

2º colocado

Felipe Camarão (PT)

6%

3º colocado

Outros candidatos

4%

< 5%

Indecisos / Brancos / Nulos

21%

~18%

Os Fatos que Moveram as Peças do Tabuleiro

​O crescimento da oposição e a estagnação da pré-candidatura governista derivam de desdobramentos políticos e judiciais de grande impacto no estado:

  • Embate no Debate da TV Band: A ausência do líder nas pesquisas, Eduardo Braide, concentrou as atenções na cobrança sobre as propostas e ações da atual gestão. Orleans Brandão e o vice-governador Felipe Camarão (PT) acabaram virando os alvos principais de críticas da oposição relativas a serviços públicos e obras pelo interior.
  • Afastamento do Presidente do TCE-MA pelo STF: Por determinação cautelar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, o conselheiro Daniel Brandão — sobrinho do governador Carlos Brandão — foi afastado da presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) por 180 dias.
  • Desdobramentos do “Crime do Tech Office”: O STF assumiu as investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o assassinato do empresário João Bosco no edifício comercial Tech Office, em São Luís. Novos depoimentos vinculando o crime a disputas por divisão de propina em contratos públicos e apontando a presença de Daniel Brandão no local abalaram o ambiente político governista.

Análise do Blogue

Os Passos Seguintes do Marketing Palaciano

​Do ponto de vista do marketing político e eleitoral, para tentar estancar a crise e reverter a desvantagem, a campanha de Orleans Brandão deve abandonar o figurino de “continuador familiar” ou “herdeiro político” e assumir o personagem do Realizador / Tocador de Obras — o gestor técnico, dinâmico, sorridente e focado em soluções práticas para a população.

​Posicionar Orleans sob o arquétipo do Gestor Eficiente e Independente é o único caminho capaz de reconfigurar sua percepção junto ao eleitorado. Na prática, o grupo Brandão deve adotar os seguintes passos:

  1. Construir Identidade Própria (O “Realizador”): O candidato precisa descolar sua imagem das polêmicas judiciais que envolvem parentes ou membros do tribunal, apresentando-se ao eleitor como um nome com luz própria, realizador e focado exclusivamente nas entregas de gestão.
  2. Recompor o Palanque e Pacificar o PT: A divisão com a ala do vice-governador Felipe Camarão enfraquece o discurso de governabilidade. O grupo precisa consolidar a unidade da base para estancar a perda de votos no segmento progressista.
  3. Explorar o Interior e Focar na Rejeição do Líder: Com forte penetração nos municípios do interior, a campanha deve acelerar agendas regionais e, simultaneamente, passar a confrontar as fragilidades da gestão de Eduardo Braide na capital, tirando o adversário da zona de conforto.

Para “O Exímio” jogador de Xadrez, todas as jogadas são previamente estudadas.

O xeque-mate?

Quando as principais peças estão posicionadas para cumprir a missão, a vitória pode ser conquistada a qualquer momento, até com a presenca de um simples peão olhando nos olhos do rei.

Vale lembrar, o peão é a peça mais numerosa e de menor valor no xadrez. Ele se move apenas para a frente, avançando uma casa por vez, ou duas casas no primeiro movimento. Capturam na diagonal e podem ser promovidos se alcançarem o fim do tabuleiro.